Carlos Albarran
– Ainda me sinto todo a vibrar, foi mesmo intenso. – diz o Pedro, entusiasmado por ter conseguido passar para a dimensão mental.
– Eu também ainda estou toda a vibrar! – exclama a Fifi.
– Ainda estou inteiro?! Os meus cristais vibraram tão intensamente que parecia que me ia desintegrar! – acrescenta o meteorito.
E tu, que estás aí desse lado, já nos estás a companhar?
Já conseguiste entrar na tua dimensão mental? – pergunto-te eu.
– Nunca estive nesta dimensão, pelo menos conscientemente, vamos explorá-la? – pergunta a Fifi.
– Podemos exporá-la, mas depois, agora temos que encontrar o dirigente do meu planeta, que já deve estar à nossa espera.– responde o meteorito.
– Está bem, vamos lá ter com o teu dirigente, mas depois quero conhecer esta dimensão, que pelo que já estou a ver, deve ser muito interessante. – acrescenta o Pedro.
– Aquilo é um cérebro, o que lhe estão a fazer? – pergunta a Fifi.
– Sim, parece um cérebro humano. Devem estar a repará-lo, a restabelecer as ligações sinápticas entre os neurónios. – responde o Pedro.
– O cérebro humano é um órgão incrível e complexo, responsável por uma variedade de funções essenciais
e por controlar praticamente tudo o que fazemos, pensamos e sentimos.
Ele é dividido em várias partes, cada uma com funções específicas, mas que trabalham juntas para
formar um todo harmonioso.
Vou dizer-te quais são as suas principais partes e como elas funcionam.
Os hemisférios cerebrais são responsáveis por diferentes funções cognitivas e comportamentais. Embora trabalhem juntos, cada um tem especializações distintas:
Controla perceções sensoriais e funções motoras do lado direito do corpo.
📍 Características principais:
✔ Racionalidade e lógica
✔ Pensamento analítico e sequencial
✔ Linguagem e escrita
✔ Cálculo e matemática
✔ Organização e planeamento
✔ Processamento de detalhes
📌 Exemplo: Quando resolves um problema matemático ou escreves um texto de forma estruturada, estás a usar o hemisfério esquerdo.
Regula perceções sensoriais e funções motoras do lado esquerdo do corpo.
📍 Características principais:
✔ Intuição e criatividade
✔ Pensamento holístico e abstrato
✔ Processamento de imagens e símbolos
✔ Expressão emocional e artística
✔ Perceção espacial
✔ Capacidade de ver o "quadro geral"
📌 Exemplo: Quando interpretas um quadro, confias na intuição para tomar uma decisão ou lês cartas de tarot, estás a ativar o hemisfério direito.
🔹 Atividades como meditação, desenho, música, e exercícios de pensamento lateral ajudam a
estimular ambos os lados.
🔹 Métodos como Mapas Mentais, Brainstorming e Radiestesia combinam lógica e intuição, criando
um equilíbrio entre os dois hemisférios.
O cerebelo está localizado na parte de trás do cérebro, abaixo do córtex. Ele é crucial para a coordenação motora, equilíbrio e postura. Por exemplo, quando você caminha ou anda de bicicleta, é o cerebelo que está ajudando a coordenar seus movimentos de maneira fluida e equilibrada.
O tronco cerebral conecta o cérebro à medula espinhal e controla funções básicas, mas vitais, como a respiração, batimentos cardíacos, e o sono. Ele é composto de três partes principais:
O sistema límbico é o centro das nossas emoções, memória e comportamento. Inclui várias estruturas, como:
Os gânglios da base são um grupo de núcleos que trabalham em conjunto para regular movimentos e ações motoras voluntárias. Eles também estão envolvidos em habilidades motoras aprendidas, como tocar piano ou digitar.
O corpo caloso é uma grande faixa de fibras nervosas que conecta os dois hemisférios do cérebro (direito e esquerdo). Ele permite que os dois lados do cérebro se comuniquem e trabalhem juntos.
Embora cada parte tenha as suas funções especializadas, elas não trabalham isoladamente. Por exemplo, quando vês algo (lobo occipital), pode processar o que estás vendo (lobo parietal), associar isso a uma memória (hipocampo) e sentir uma emoção (amígdala) em resposta. Tudo isso pode culminar numa decisão ou ação (lobo frontal).
Esses processos são realizados por bilhões de neurónios (células nervosas), que se comunicam entre si por meio de sinapses (conexões entre neurónios). Essa comunicação é feita através de sinais elétricos e químicos.
Em resumo, o cérebro humano é um órgão complexo e incrível, coordenador duma multiplicidade de funções..
Cada parte desempenha um papel essencial para garantir que funcionamos de maneira harmoniosa e eficaz. – acrescenta o Pedro.
– Como é que sabes tanto sobre o cérebro? – pergunta a Fifi.
– O cérebro é um tema que me interessa muito, por isso pesquisei na internet e conversei com o Chat GPT (https://chatgpt.com), que me deu estas informações. – responde o Pedro.
– Então é aqui, na dimensão mental que arranjam os cérebros? –pergunta a Fifi.
– Bem, não é propriamente o cérebro que é tratado, mas sim a sua matriz mental, que é a estrutura, da dimensão mental, que ordena as ligações entre átomos e moléculas, para construir e organizar as células segundo o seu modelo de ADN ( ácido desoxirribonucleico), para formar o cérebro.
É na subdimensão concetual da dimensão mental que essas matrizes são criadas, com base nos arquetipos
provenientes do absoluto.
Nós agora devemos estar na subdimensão estruturadora (tecnológica) da dimensão mental, que é a mais 'baixa' das
subdimensões mentais, pois que acabámos de sair da subdimensão superior (unificadora) da dimensão astral. –
explica o Pedro, que compreendera bem o que o meteorito tinha explicado, e,
que agora, na dimensão mental, conseguia aceder às memórias da sua mente, que aprendera bastante, ao passar por
muitas vivências (encarnações).
– Estou a receber uma mensagem telepática (bem, aqui todos comunicamos por telepatia) do Kumaka, que é o nome deste dirigente do meu planeta, diz para nos encontrarmos com ele na subdimensão racional lógica exata (sub-subdimensão) da dimensão mental, que é onde nos poderá explicar mais corretamente o que nos tem para dizer, pois que nesta subdimensão em que nos encontramos, apesar do seu rigor tecnológico, falta-lhe a capacidade abstrata, que permite uma compreensão em maior profundidade e abrangência, a subdimensão seguinte, por onde vamos passar, a mental emotiva, é pouco fiável, pois que as emoções podem influenciar os pensamentos, mas é nessa subdimensão que os pensamentos provenientes, ou não, de subdimensões superiores, também influenciam as emoções. Por isso vamos passar rapidamente por ela. – refere o meteorito.
– Quem são aqueles seres? O que estão a fazer? – pergunta a curiosa Fifi.
– Parece que estão em meditação ativa, captando energias cósmica, concentrando-as no núcleo coronário, distribuindo-as para os outros chacras, dirigindo-as para baixo e irradiando-as por todo o corpo. Devem estar em serviço cósmico. – comenta o meteorito.
– Já estamos na subdimensão emotiva da dimensão mental? – pergunta o Pedro.
– Sim, já estamos. – responde o meteorito.
– Mas então aqueles seres também estão nesta subdimensão. Porquê? – pergunta o Pedro.
– A subdimensão mental emotiva, a seguir à emocional, é das que mais precisa de tratamento. É aqui, nomeadamente na sub-subdimensão da mente emotiva coletiva, que estão as ideias desarmoniosas e conflituosas que originam e mantêm guerras e outras desavenças, e é aqui que elas têm de ser corrigidas. – explica o meteorito.
– Olha que bonito, aquele ser cheio de cores e aquela auréola que parece uma flor. – aponta a Fifi.
– Já estão nos níveis superiores da mente emotiva, aqui, alguns seres usam a imaginação para criar belas imagens e para se tornarem também belos. – diz uma voz, que parece vir acima das suas cabeças.
– Também ouviram? – pergunta o Pedro.
– Sim. – respondem a Fifi o o meteorito.
– Quem está aí? Estamos a ouvir-te, mas não te vemos! – diz o Pedro.
– Sou o Kumaka um dos dirigente do planeta Exótico, donde provém o meteorito. Ainda não me conseguem ver porque estou numa subdimensão superior. – apresenta-se o Kumaka.
– Continuem a ascender, que já nos encontramos. – continua o Kumaka.
– Como é que ascendemos? – pergunta o Pedro.
– Bem, a ascensão a que me refiro, é a relativa a estas subdimensões do mental. Para ascenderem nestas subdimensões basta ficarem calmos e desenvolverem pensamentos claros, rigorosos e harmoniosos. Eu dou-vos uma ajuda, transmitindo-vos algumas orientações por telepatia. – responde o Kumaka.
– Obrigado. – agradece o Pedro, e acrescenta: – Gostaria de saber mais sobre a dimensão mental, podes elucidar-nos?
– Sim, claro, vou explicar-vos, dum modo simples, transmitindo-vos apenas as bases, pois que há tanto para saber sobre o mental, até eu tenho ainda tanto para aprender! – responde o Kumaka.
– Como já sabem, a dimensão, plano ou mundo mental, tal como os outros componentes do ser, estratifica-se em 7
subdimensões: mental-instintivo, mental-emotivo, mental-racional, mental-intuicional,
mental-concetual, mental-comum e mental-uno; cada um deles também se sub-estratifica noutros 7, e
noutros 7... . Estas subdimensões estão interligadas, porém cada uma tem as suas próprias características,
nomeadamente, tipos, modos, frequência e amplitude da vibração das substâncias existentes em cada subdimensão;
como os corpos dos seres são estruturados com essas substâncias, também vibram de diferentes modos em cada
subdimensão.
Assim, para ascenderem a uma dimensão, ou subdimensão, superior têm de passar por um portal. Na dimensão
mental, tal como nas outras dimensões, existem determinadas zonas em que a vibração numa dimensão é próxima da
vibração da dimensão superior, e outras zonas em que a vibração é próxima da vibração da dimensão inferior,
semelhantemente para as subdimensões. Nessas zonas é mais fácil estabelecer comunicações entre as dimensões.
Claro que os corpos duma dimensão não podem passar para as outras dimensões, mas como somos seres
multidimensionais, isto é, temos componentes de todas as dimensões, nas zonas portal esses componentes podem
estabelecer comunicações entre si com maior facilidade. Isso também depende do estado evolutivo do ser, os seres
que ainda só se desenvolveram nas 3 primeiras subdimensões do mental, dificilmente conseguem comunicar com a
quarta, a mental-intuicional. As intuições que usualmente recebem são as provenientes do
mental-racional-emotivo-intuitivo, por isso são pouco claras e influenciadas pelos desejos.
– Pois, a minha mãe às vezes tem intuições, mas não as consegue explicar, deve ser por isso, por ainda não estar suficientemente desenvolvida para conseguir acessar a mente-intuicional. – refere o Pedro.
– Sim, raros são os terrestres que já atingiram o grau evolutivo que possibilita o acesso à mente-intuicional, estando no corpo físico. – diz o Kumaka.
– No nosso planeta quase todos o conseguem. – comenta o meteorito.
– Sim, o nosso planeta é bastante mais evoluído.
Mas continuemos com a explicação. – acrescenta o Kumaka.
– Vais falar sobre as 7 subdimensões da dimensão mental ? – pergunta o Pedro.
– Sim, vou continuar a dar-vos uma visão geral, começando pelas primeiras subdimensões.
Comecemos então pelo mental-instintivo. Este nível é o mais básico e primitivo do mental,
aquele que está mais próximo da sobrevivência e das reações automáticas. É aqui que as decisões são tomadas de
forma quase inconsciente, respondendo a estímulos do ambiente de forma imediata. No vosso planeta, muitos
animais operam quase que exclusivamente neste nível, e mesmo entre os humanos, é nele que residem os impulsos
mais básicos, como o medo e a luta pela sobrevivência. – explica o Kumaka.
– Faz sentido. – comenta o Pedro. – Então, o que acontece quando uma pessoa reage quase sem
sem pensar, é o mental-instintivo que está a guiar?
– Exatamente. – responde o Kumaka. – O mental-instintivo é rápido, mas
limitado. Funciona para situações de emergência, mas não é capaz de reflexão profunda. A verdadeira evolução
dá-se quando o ser começa a subir para as subdimensões superiores. – o Kumaka faz uma pausa,
como que refletindo sobre a importância do que vai dizer a seguir, e continua.
– O mental-emotivo é a subdimensão seguinte. Aqui já não estamos só a reagir a estímulos
imediatos, mas as emoções e os sentimentos começam a ter uma grande influência nas decisões.
As emoções são respostas imediatas, fisiológicas, muitas vezes inconscientes e de curta duração, a estímulos,
enquanto os sentimentos são interpretações subjetivas e cognitivas dessas emoções, tendendo a ser mais
duradouros e influenciados pela história pessoal e pela cultura. Neste plano, os seres começam a lidar mais
conscientemente com desejos, medos mais complexos, e a forma como as suas emoções os movem. Muitos humanos ainda
vivem muito presos nesta subdimensão, onde as emoções e os sentimentos dominam os raciocínios.
– Como quando estamos zangados e acabamos por dizer coisas de que depois nos arrependemos. – diz o Pedro.
– Exato. – diz o Kumaka, com um leve sorriso. – No mental-emotivo, ainda é
difícil distinguir a realidade objetiva, porque tudo é interpretado através da "lente" emocional. O desafio aqui
é começar a tomar consciência dessas emoções sem se deixar dominar por elas.
– E depois vem o mental-racional, certo? – pergunta o Pedro, já a antecipar
a próxima explicação.
– Isso mesmo! O mental-racional é a subdimensão onde a raciocínio começa a
dominar. Aqui, o ser começa a usar a razão para ordenar pensamentos, para estabelecer
relações causais e para entender o mundo de forma mais objetiva. É o início de um verdadeiro processo de
compreensão da realidade, livre dos impulsos mais instintivos e emocionais. A humanidade do vosso
planeta está-se a desenvolver nesta subdimensão do mental, Porém alguns ainda estão na
sub-subdimensão mental-racional-instintiva, outros na mental-racional-emotiva, a maioria na
mental-racional-lógica e raros na mental-racional-intuitiva, e ainda mais raros nas sub-subdimensões superiores
do mental-racional. esclarece o Kumaka.
– É como se cada uma dessas sub-subdimensões constituísse uma etapa para a evolução humana, certo? – observa o Pedro.
– Precisamente. – confirma o Kumaka. – Cada uma representa uma fase de crescimento, não só
individual mas também coletivo. No vosso planeta, a maioria das pessoas opera no mental-racional-lógico-emotivo,
ainda são poucos os que já funcionam no mental-racional-lógico-exato. E raros são os que conseguem
ultrapassar estes níveis para acessar as subdimensões superiores.
– No nosso planeta, já conseguimos comunicar naturalmente a partir do mental-intuicional, onde
as ideias fluem livremente, sem necessidade de processamento lógico ou emocional. – refere o meteorito,
que tinha permanecido em silêncio.
– O mental-intuicional é a quarta subdimensão, onde a verdadeira intuição
emerge. Aqui, as ideias são compreendidas de forma direta, sintética e imediata, sem necessitar de
passar pela detalhada análise lógica nem pelos filtros sentimentais (que são processados subconscientemente). –
explica o Kumaka. – Mas para chegar a este ponto, é preciso um elevado nível de
desenvolvimento, que só raros terrestres conseguem alcançar.
– Então as intuições que eu e algumas pessoas sentem, não são intuições verdadeiras. – pergunta o Pedro,
que ouve tudo com atenção, fascinado pela profundidade daquilo que o Kumaka está a partilhar.
Apesar de ainda haver tanto que não compreende, sente que está a começar a abrir portas para um entendimento
mais vasto da realidade.
– São verdadeiras, mas não são as intuições da mente-intuicional, são as da mente-racional-emotiva-intuitiva,
ou mais raras da mente-racional-lógica-intuitiva, por isso são pouco claras e exatas. –
esclarece o Kumaka.
– E, Kumaka, o que acontece nas subdimensões superiores? – pergunta o Pedro,
curioso sobre o que virá depois.
– Aí entramos num domínio muito mais abstrato, mas falaremos disso noutra altura. Para já,
vamos-nos concentrar nestes três primeiros níveis, porque são eles que vos permitirão começar a entender como
podem evoluir na dimensão mental.
– Ó! Mas eu quero saber mais, não podes ao menos dar-nos uma pequena ideia? – apela o Pedro,
com ar cativante.
– Está bem, Pedro. Vou explicar-te um pouco mais sobre as subdimensões superiores, mas faremos
isso aos poucos. Já compreendeste as três primeiras: mental-instintivo, mental-emotivo e
mental-racional. Estas são as que lidam mais diretamente com a tua experiência diária, o que sentes e
pensas de forma mais consciente. – Kumaka faz uma pequena pausa, como se estivesse a medir o
impacto das suas palavras, e prossegue:
– Acrescentando ao que já disse sobre a quarta subdimensão. O mental-intuicional, é onde a
verdadeira clareza começa a surgir. Aqui, o pensamento não depende de lógica ou de emoções. É um saber
direto, um conhecimento que parece brotar de um lugar profundo, sem esforço. Intuir não é adivinhar;
é ter acesso a um acervo de sabedoria, que transcende o mental racional. As ideias fluem puras, sem a
interferência de medos ou desejos. Quando uma pessoa atinge este nível, o seu discernimento é mais claro e mais
rápido.
– E como se chega a essa subdimensão? – pergunta o Pedro, intrigado.
– Não é fácil, Pedro, – responde Kumaka com um sorriso. – Primeiro, é
preciso trabalhar sobre os impulsos do instintivo e os desejos do emocional, aprendendo a reconhecer e coordenar
sentimentos e emoções e usar a lógica para desvelar e corrigir valores e crenças. Só depois, com muita prática e
meditação, o ser começa a abrir caminho para o mental-intuicional. Nesse
ponto, a pessoa já não se deixa dominar pelas emoções, e a razão já não é um obstáculo, mas sim uma ferramenta.
No entanto, há outro ponto importante: o estado de espírito. Não se pode forçar o acesso a esta
subdimensão. É preciso estar em sintonia com ela, num estado de calma, paz e abertura mental.
– Então tenho que meditar mais. – suspira o Pedro, refletindo e imaginando
como seria viver num estado tão elevado de compreensão.
– Agora, vamos falar um pouco sobre o mental-concetual, a quinta subdimensão. Aqui, o ser já
não pensa em termos de ideias fragmentadas. Tudo é visto como um conceito global, uma visão total de uma
situação ou ideia. Neste nível, instinto, sentimento, pensamento e intuição estão interligados. Tudo está
ordenado no Uno. A mente-concetual é capaz de ver cada parte e o todo ao mesmo tempo, como se
tivesse uma visão panorâmica e também definida, de qualquer situação. A mente aqui é capaz de compreender
grandes verdades e princípios universais, que estão para além das limitações da linguagem comum.
– Isso soa incrível. – exclama o Pedro, maravilhado. – É como se todas as peças de um puzzle
finalmente se encaixassem.
– Exatamente, – confirma Kumaka. – No mental-concetual, a separação entre
sujeito e objeto, entre o "eu" e o "outro", começa a desaparecer. O ser percebe que não é apenas um fragmento
isolado da realidade, mas parte orgânica de algo muito maior.
É nesta dimensão que os logoi e os arcanjos adaptam os arquétipos absolutos e abstratos às
características relativas e concretas dos sistemas (planetas, estrelas, galáxias, ...) que coordenam. É aqui
que são concebidos os sub-arquétipos e as matrizes para os corpos dos seres.
– Isso está muito para além do que consigo imaginar. – confessa o Pedro, com um olhar
pensativo.
– E ainda há mais, – continua Kumaka. – O mental-comum é o sexto nível. Aqui,
a mente já se funde com a consciência coletiva. Nesse ponto, o ser sente--se profundamente ligado a
todas as outras formas de vida e ao próprio universo. A comunicação não é mais feita por palavras ou pensamentos
isolados, mas através de um entendimento direto da experiência de todos os seres à sua volta. A pessoa neste
estado percebe a unidade de toda a existência.
– Isso parece tão distante... – diz o Pedro, sentindo-se fascinado, mas ao mesmo tempo um
pouco perdido. Esta ideia de fusão com todos os seres parece-lhe tão inimaginável e abstrata.
– Finalmente, o mental-uno é o nível mais elevado da dimensão mental. Neste ponto, a mente já
não é apenas uma ferramenta de compreensão. Ela dissolve-se completamente no Todo, no Uno. Não
há mais separação entre o ser e o universo, tudo é um fluxo contínuo de consciência. Este é o estado da
mente cósmica, o estado final da evolução mental, onde todas as dualidades desaparecem.
– Isso parece impossível… . – Pedro solta um suspiro, impressionado com o que acaba de ouvir.
– Mas é possível. – afirma Kumaka com uma expressão serena. – A maioria dos seres ainda está
muito longe de alcançar este estado. Mas o caminho para lá começa com pequenos passos: o primeiro é aprender a
lidar com subdimensões do mental, instintivo, emocional e racional. Só depois, com muita prática, assimilação
das experiênciações e compreensão do viver e dos processos de involução-evolução, é que a subida às subdimensões
superiores se torna possível.
– O que o Kumaka está a dizer é verdade. O acesso ao mental-uno é algo que,
no nosso planeta, alguns já conseguem alcançar, mas não é uma tarefa simples. Exige um nível de paz, harmonia
interior e compreensão, que raros conseguem sustentar. – comenta o meteorito, que tinha
permanecido em silêncio durante a maior parte da explicação, emitindo um belo brilho.
– E como posso começar? – pergunta o Pedro, agora mais determinado, olhando para o Kumaka
e depois para o meteorito, sentindo que ainda há tanto para aprender.
– Cada jornada começa com um pequeno passo. Primeiro, deves observar os teus próprios
pensamentos e sentimentos, reconhecendo quando estás a ser guiado pelos instintos, pelas emoções ou pelas
intuições. Com o tempo, aprenderás a coordenar esses níveis e abrir-te-ás às subdimensões superiores. Mas
lembra-te, Pedro, a evolução não é uma corrida, é uma descoberta contínua. – diz o Kumaka
sorrindo com compreensão.
– Obrigado. – agradece o Pedro, acenando em concordância e sentindo que, embora o caminho seja
longo, está preparado para dar os primeiros passos.
– Ainda há muito mais para saber sobre a dimensão mental, mas agora temos que tratar do assunto pelo qual vos
chamei.
Como podeis verificar, já estamos na subdimensão mental-racional-lógica-exata e já me
conseguis ver. – prossegue o Kumaka.
– Pois é! – exclama o Pedro. – aqui tudo é mais definido e claro e até consigo percecionar os pormenores, mesmo a grande distância, é como se estivesse lá.
– Sim, aqui tudo é mais exato. – reforça o Kumaka.
Estamos mais precisamente na subdimensão mental-racional-lógica-exata-tecnológica, que é a
dimensão em que alguns do vossos mais avançados técnicos e cientistas já conseguem funcionar. Porém a maioria
ainda se encontra na fase involutiva desse ciclo, por isso têm tendência para o egocentrismo e, apesar de já
compreenderem que tudo funciona em ecossistema, que o acontece na parte afeta o todo e vice-versa, deixam-se
manipular pelos ambiciosos egoístas, que embora ainda estejam num ciclo de desenvolvimento inferior, ocupam
cargos de poder (económico, político, social).
Além disso há alguns que já se encontram a desenvolver a mente-racional-lógica-exata-emotiva,
maioritariamente na fase involutiva desse ciclo, nesses, o pensamento, apesar de ser exato é influenciado pelos
desejos e pelas ambições, esses seres conseguem exercer bastante influência sobre a maioria da população, que
ainda está a vivenciar a mente-racional-lógica-emotiva, pois que os seus pensamentos e
sentimentos entram em 'ressonância' com os semelhantes da 'oitava' inferior, e como são mais
elaborados e exatos conseguem influenciar os menos estruturados.
Como alguns desses seres são bastante egocêntricos e ambiciosos, não é aconselhável conversarmos sobre assuntos
de suma importância nestas subdimensões do mental, temos que ir para a subdimensão da mente-racional-lógica-exata-intuitiva,
pois que só a partir da 4ª etapa de desenvolvimento, de qualquer dimensão ou subdimensão é que os seres deixam
de ser egocêntricos.
– Juntem-se a mim, entrem nesta esfera, pois só assim conseguirão entrar na dimensão mental-racional-lógica-exata-intuitiva.
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