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Apresentação

carlos
Olá viva! Deixa-me apresentar:
Sou o autor destas aventuras didáticas, cheias de surpresas e desafios, que o Pedro e a Fifi estão a viver.


Nasci em 30-05-1953 e deram-me logo o nome de Carlos Augusto Medina Albarran.
Em miúdo vivi muitas brincadeiras e aventuras com grupos de amigos, algumas delas, a explorar grutas no Monsanto e a trepar às árvores.
Fui crescendo, estudei, estive na tropa, trabalhei, viajei e diverti-me também.
Quando tinha cerca de 30 anos passei por uma série de experiências internas, bastante intensas, energias a movimentarem-se dentro do corpo, pensamentos e sentimentos exaltados, e uma forte intuição que me orientava nesse inusual processo, a que alguns chamam “despertar espiritual”, quando a alma começa a manifestar-se mais evidentemente na superfície da personalidade e o ego se vai entregando a esse nível de consciência mais sábio e abrangente.
Li bastantes livros sobre assuntos esotéricos e fui acumulando conhecimento, experiência e harmonia.
Passei por alguns grupos e organizações espirituais e participei na organização e fundação de alguns deles.

No meu site https://holosintese.com podem encontrar conteúdos mais aprofundados e informações sobre a minha atividade holística.
Tenho alguns livros publicados, que podem consultar, descarregar e/ou adquirir em
https://holosintese.com/livros
Escrevi vários textos, alguns dos quais publiquei e continuo a publicar no Facebook
https://www.facebook.com/carlos.a.albarran
Desde jovem que gosto de desenhar e pintar.
Fiz algumas exposições individuais e participei em exposições coletivas.
Atualmente estou-me a dedicar novamente à pintura, exposta agora no meu site
https://arteharmonia.com/arte
Passei por algumas profissões, nomeadamente webdesigner e designer, que ainda hoje exerço
https://arteharmonia.com
Também gosto de tocar flauta e percussão:
https://youtube.com/harmonizando

Agora queres vir comigo, com o Pedro, a Fifi, e talvez mais alguém, nesta grande 'viagem', que ainda não sei quando terminará?

Carlos Albarran



Viajante das Estrelas - 2ª viagem

Regressando à tenda


– Onde estiveram, porque demoraram tanto tempo? – pergunta a mãe, à entrada da tenda, parecendo um pouco zangada.

– Não lhe contes do meteorito, que ele não quer ser visitado por mais ninguém, nomeadamente pelos militares e cientistas, que iriam logo isola-lo e fazer uma série de experiências para descobrir do que ele é feito. – sussurra telepaticamente a Fifi que tinha recebido esse pedido do meteorito.

– Estivemos a ver o pôr-do-sol, devo ter entrado em meditação e perdi a noção do tempo. – responde o Pedro.


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– Hum, em meditação! Não me digas que com essa idade de 11 anos já consegues estabelecer conscientemente a ligação entre estados de consciência! Estiveram foi na brincadeira! – diz a mãe, apercebendo-se que o filho lhe estava a mentir.

– Agora vão-se deita. – impõe a mãe.

– Está bem. – responde o Pedro, contrariado por se ir deitar tão cedo.


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– Anda Fifi, vamos para a nossa tenda. – chama o Pedro.


O meteorito revela-se um autêntico mestre


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– Uf, está mesmo calor, chega-te para lá Fifi. – resmunga o Pedro, enfiado no saco-cama.

Pedro e Fifi, estão a 'ouvir-me'? – pergunta o meteorito.

– Sim, ‘ouvimos-te’ e vemos-te, mas como é que estás aqui? – respondem e perguntam o Pedro e a Fifi.


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– Bem, fisicamente continuo na cratera, mas estou junto de vós em ‘corpo’ astral. Estou a passar por transmutações alquímicas (transformações coordenadas pela alma) e estou com maiores potencialidades, por isso posso estar aqui. Tenho tanto para vos contar… – responde o meteorito.

– Pois, estás diferente, estás cheio de cristais, estás mais bonito. – refere o Pedro.

– Sim, esta minha nova aparência faz parte do processo alquímico por que estou a passar, mas as maiores modificações são internas e invisíveis, depois conto-vos. – acrescenta o meteorito.
Mas agora descontraiam-se, relaxem-se completamente e entrem em meditação, para que o vosso estado de consciência de vigília, que é o que usualmente utilizam, se ligue ao estado de consciência astral e possam reter as lembranças das nossas aventuras quando acordarem. Pois vamos fazer uma grande e aventurosa ‘viagem’ pelo universo. – apela o meteorito.

– Quando acordarmos! Mas não estamos a dormir, pois não? – perguntam o Pedro e a Fifi.

– Vocês já estão em profundo relaxamento e em meditação passiva, que é como estar meio acordado, meio a dormir. – responde o meteorito.

– Olha, os nossos corpos estão ali em baixo! – exclama admirado o Pedro.


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– Pois, estamos na dimensão astral. Eu acho que quando durmo viajo neste mundo astral cheio de belas cores, onde consigo ‘voar’ e planar, mesmo sem ter asas. Basta desejar ir para algum lugar e lá vou eu. – afirma a Fifi, toda contente por demonstrar o seu conhecimento sobre o plano astral.


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– O plano ou dimensão astral é mais subtil que o físico, o físico é a dimensão onde vocês vivem mais conscientemente, mas todos nós somos seres multidimensionais, isto é, vivemos em várias dimensões, as dimensões superiores envolvem e penetram as inferiores, porém só temos corpos desenvolvidos e individuados nas mais baixas, e as nossas consciências periféricas estão condicionadas pelas capacidades desses corpos, por isso não nos apercebemos das outras. As dimensões são relativamente independentes mas também se interinfluenciam, por isso os pensamentos e sentimentos podem afetar o corpo físico, tanto para o melhorar como para o prejudicar. Atividades físicas como o desporto, a dança, a bioenergética e algumas terapias, além de melhorarem o corpo físico, também contribuem para que o emocional fique mais alegre e harmonioso e que o mental tenha ideias mais claras e úteis.


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A consciência é o nosso mais precioso bem, é com ela que percecionamos (vemos, ouvimos, cheiramos, tateamos, saboreamos e sentimos uma variedade de sensações) e adaptamos as nossas manifestações (ações, sentimentos, pensamentos, ..) em função dessas perceções e das memórias adquiridas durante as nossas vivências. É assim que aprendemos, melhorando inteligentemente as nossas respostas aos desafios que a vida nos apresenta.

Cada ser tem 7 componentes (físico, emocional, mental, intuicional, concetual, comum e uno) que correspondem e funcionam nas respetivas dimensões, cada um desses componentes (corpos) tem o seu próprio núcleo de consciência, esses núcleos de consciência são relativamente independentes, mas interinfluenciam-se, e através da meditação podem-se ampliar as ligações entre eles.


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O plano astral, ou emocional, é o mundo das emoções, dos sentimentos e dos desejos, o veículo astral não é propriamente um corpo bem definido, é mais um agregado de substâncias emocionais, coloridas e em movimento, mantidas pelas consciências desse ser, por isso os seres no mundo astral adotam a aparência do seu corpo físico, ou do mental, envoltos na sua aura. Os sentimentos e emoções alegres, amorosas e altruístas geram cores vivas e brilhantes na aura, as tristes, odiosas e egoístas geram cores escuras.
O plano astral, nos seus sub-planos superiores (tem 7 sub-planos) é muito bonito, com paisagens coloridas onde vivem vários seres, nomeadamente os que deixaram o corpo físico aquando da sua ‘morte’, alguns humanos vivem aí durante algum tempo, dependendo da sua condição evolutiva, e depois passam para o mental.


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Mas a dimensão astral pode-se tornar um mundo de ilusões, quando se confundem as aparências e os desejos com a realidade, nós vamos atravessar o astral, mas para atingir o mental, que é muito mais claro e verdadeiro, aí podemos contactar com seres mais evoluídos e aprender bastante.
Um dos dirigentes do meu planeta pediu-me para me encontrar com ele no plano (dimensão ou mundo) mental, mas para isso temos que atravessar o respetivo portal. – esclarece o meteorito.

– O que é o portal? – perguntam logo a Fifi e o Pedro.


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– Os portais são como que ‘portas’ entre as dimensões, que se podem abrir nos dois sentidos, ora para ‘cima’, ora para ‘baixo’, para cima e para baixo, é um modo de dizer, na verdade as dimensões estão, relativamente falando, no mesmo lugar, sendo que as superiores envolvem e penetram as inferiores.

As diversas 'dimensões' correspondem a diferentes modos de organização de movimento-espaço-tempo, diferenciadas quantidades e qualidades de movimento, de espaço e de tempo definem essas 'dimensões'. Dimensão, plano ou mundo nem são os termos mais corretos para designar esse conceito, mas à falta de melhor, vamos continuar a usá-los.

As dimensões são fundamentalmente dimensões da consciência, e são concebidas para que os seres encontrem os meios de vivência mais adequados ao seu desenvolvimento ao longo dos seus processos involutivos-evolutivos.

Para se atravessar um portal, tem que se ficar em sintonia com a dimensão para onde se pretende ir, se é para ‘cima’, tem de se elevar a frequência vibratória, se é para ‘baixo’, tem de se a diminuir.


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Correspondendo à organização geral deste Universo, que utiliza a escala cósmica, setenária, existem 7 dimensões, cada 'dimensão' também se subdivide em 7 sub-dimensões, que por sua vez também se subdividem noutras 7, que também se subdividem noutras 7, … Daí a confusão que alguns fazem dizendo que existem muitas dimensões.

As dimensões de que usualmente se fala, são na verdade sub-dimensões ou sub-sub-dimensões duma dimensão.

Correspondendo à Escala Cósmica, e começando por 'baixo' a 1ª dimensão é a física, a 2ª a emocional, a 3ª a mental, a 4ª a intuicional, a 5ª a concetual, a 6ª a comum e a 7ª a una.

Os minerais estão a viver e a desenvolver-se na 1ª sub-dimensão da 1º dimensão, os vegetais na 2ª sub-dimensão da 1º dimensão, os animais e os humanos na 3ª sub-dimensão da 1º dimensão. Os animais estão a desenvolver os 3 primeiros sub-aspetos do mental, vivendo, segundo a sua etapa evolutiva, numa das 3 primeiras sub-dimensões da 3ª sub-dimensão e os humanos estão a desenvolver os 5 últimos sub-aspetos do mental, vivendo, segundo a sua etapa evolutiva, numa das 5 últimas sub-dimensões da 3ª sub-dimensão.

Eu sou constituído principalmente por minerais, mas também tenho no meu interior alguns fungos, bactérias, microrganismos e até ADN animal e humano, e como somos dum planeta muito evoluído, estamos a vivenciar as sub-dimensões mais elevadas dos respetivos planos, daí as minhas (nossas) elevadas sabedoria e capacidades.

Compreendem, bem sei que estes conceitos são pouco usuais na vossa cultura, mas se prestarem bastante atenção, pesquisarem e estudarem estes assuntos, certamente que irão entender. – ensina o mestre meteorito.

– É pá! Nunca tinha ouvido falar disso assim, nem lido nada que abordasse esse assunto dessa maneira. Achava que as dimensões tinham a ver com a geometria e a matemática.
Mas vamos lá atravessar o portal para a dimensão mental, que lá certamente teremos maiores capacidades de entendimento. – exclama o Pedro.

– Sim, vamos lá atravessar o portal, depois entenderemos melhor como é que a geometria e a matemática se relacionam com as dimensões. – diz o meteorito.

– Juntem-se a mim, para não nos perdemos. – ordena o meteorito.

– Uau! – exclama o Pedro ao sentir a corrente energética que o atravessa, ao tocar num dos cristais do meteorito.

– Miauu! – mia a Fifi, que também se agarrou a um cristal.


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– As vossas auras até ficaram mais brilhantes. – exclama o meteorito, apercebendo-se da espontânea transmissão energética.

– A aura é esta espécie de névoa colorida que envolve os nossos corpos? – pergunta o Pedro.

– Sim, a aura que estás a ver é a aura astral, ou emocional, constituída por energias do veículo emocional, pode ter várias cores em movimento, cada cor correspondendo ao estado emocional do momento. Nos seres mais evoluídos, harmoniosos e pacíficos, que se mantêm calmos em qualquer circunstância, essa aura é mais estável, maior, e com cores vivas e brilhantes. Cada ‘corpo’ tem a sua própria aura, elas parecem estar no exterior, mas também estão no interior dos corpos, dos órgãos e das células.
As auras dos corpos mais subtis envolvem e inserem-se nos dos mais densos
. As auras refletem o estado de saúde, os sentimentos e pensamentos também provocam alterações nas auras. É a vibração das partículas que provoca ondas e define as cores. Cada corpo tem o seu próprio conjunto de partículas, os mais subtis vibram mais rapidamente que os mais densos, podemos dizer que existem oitavas (7 cores, 7 notas) de cores e de música para cada dimensão. As cores visíveis no mundo físico vão do vermelho, com 622 a 780 nanômetros de comprimento de onda e de 4,82 a 3,84 terahertz de frequência vibratória, ao violeta, com 390 a 450 nanômetros de comprimento de onda e de 7,69 a 6,65 terahertz de frequência vibratória. Reparem que quanto maior é a frequência vibratória, menor é o comprimento de onda. As ondas também têm amplitude, que de certo modo, corresponde à força da onda.


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– Agarraram-se bem a mim? – pergunta o meteorito.

– Haja o que houver, não se larguem, pois ainda não têm experiência em viagens astrais e podem perder-se.
No astral não há só seres e coisas belas, também há perigos e seres mais atrasados, que podem ser violentos. – acrescenta o meteorito.

– Vamos já para o portal? – pergunta o Pedro. – Eu quero ver e aprender mais do mundo astral. – acrescenta o Pedro.

– Podemos viajar pelo astral quando regressarmos, mas agora precisamos de ir ao mental, pois recebi um pedido de um dos dirigentes do meu planeta, para nos encontrarmos com ele na dimensão mental. Apanhei apenas uma ligeira informação do que ele pretende, parece que eles precisam que encontremos um artefacto, deixado aqui na Terra há milénios, para ajudar na reconstrução do nosso planeta. – responde o meteorito.



A Viagem Astral

– Parece que estamos dentro duma esfera transparente, ligeiramente dourada. – diz, espantada, a Fifi.


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– Sim, fui eu que a criei com o poder da imaginação, para nos manter juntos e nos proteger. – explica o meteorito.

– Aquilo é uma cidade do astral? – pergunta o Pedro.


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– Sim, no astral há vários tipos de construções, cada uma com a sua finalidade, as maiores e melhores são idealizadas, projetadas e mentalmente edificadas por seres bastante evoluídos, que trabalham em equipa.
É necessária muita concentração, disciplina e vontade para se conseguir visualizar corretamente o que se pretende e dar seguimento à sua concretização. – esclarece o meteorito.

– Ali em baixo, junto à superfície da Terra as cores parecem mais escuras do que ali em cima. – constata a Fifi.


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– O plano (dimensão ou mundo) astral, tal como os outros, também tem 7 sub-planos, os inferiores, onde vivem seres mais atrasados e menos evoluídos, são mais densos e de pouca beleza, os átomos dessas substâncias e os seres que aí vivem têm uma vibração mais baixa e de menor amplitude do que os dos sub-planos superiores, embora tenham frequências vibratórias mais elevadas que os do plano físico.
De certo modo, os 7 sub-planos do astral, embora estejam ligados e se interpenetrem uns nos outros, estão estratificados em camadas, semelhantes às da atmosfera da dimensão física da Terra. Os sub-planos superiores são mais refinados, tudo e todos vibram em maior frequência e intensidade, por isso as cores são mais brilhantes. Aí há mais alegria, harmonia e paz. – acrescenta o meteorito.

– Em que sub-plano é que estamos? – pergunta o Pedro.

– Acabámos de deixar o 1º, junto à camada etérica superior do físico, e estamos a ir rapidamente para o 7º, que é onde está o portal para o mental. – responde o meteorito.

– Olha aqueles seres horríveis ali à frente, parecem monstros. – exclama, assustada a Fifi.


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– Estão a barrar-nos o caminho! – acrescenta, cheio de medo, o Pedro.

– São guardiões do umbral, são elementais, formas relativamente artificiais criadas pelos nossos pensamentos, sentimentos e ações, estes aparecem com essas aparências horrendas porque foram construídos, há imenso tempo, com todas as nossas más ações, maus sentimos e maus pensamentos, e continuam a ser por eles alimentados.

Estão ali para impedir a passagem a quem ainda não está preparado.

Para os vencer temos que deixar de fazer qualquer tipo de maldade, trocar os sentimentos e emoções negativas por positivas, pensar mais corretamente e com maior discernimento, sermos mais responsáveis e amigáveis, e, sobretudo, superar o medo.

– Vamos lá vence-los! – mia a gata, toda eriçada.

– Calma! Não vamos lutar com eles, pois que qualquer tipo de violência, e as emoções e sentimentos a ela associados, só servirão para os fortalecer. Temos que nos manter tranquilos, em paz e libertarmos-nos de todos os medos. – corrige o meteorito.


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– São 3! – exclama o Pedro.

– Sim. Um foi criado por ti, há milénios, durante as tuas imensas incarnações, e continua a ser por alimentado sempre que pensas, sentes ou fazes algo com más intenções. Outro foi criado pela Fifi, do mesmo modo. O outro é o guardião do umbral do próprio planeta.

– Como é que vamos passar, eles parecem tão assustadores e poderosos? – perguntam o Pedro e a Fifi.

– Seguimos corajosamente em frente, sem qualquer medo, sabendo que existem poderes muito maiores que eles e que nós, que certamente nos protegem quando pretendemos fazer o bem. Seguimos sem medo e em paz, sem lhes querer qualquer mal, confiando na grande ordem cósmica e nas suas hierarquias.. – estimula o meteorito.


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– Estão prontos? – pergunta o meteorito.

– Sim. – diz o Pedro, que tinha feito algumas respirações profundas para se interiorizar e ficar calmo e em paz.

– Sim. – mia a Fifi, já mais tranquila.

– Avancemos então. – ordena o meteorito.

– Olha os monstros estão a ficar mais pequenos! – exclama a Fifi.


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– Estão mesmo a desaparecer! – exclama o Pedro.

– Estes eram os guardiões dos sub-planos mais baixos do astral, ainda temos que ascender para alcançar o portal para a dimensão mental. – esclarece o meteorito.

– Ainda falta muito? – pergunta o Pedro.

– Não, é um instante para lá chegarmos, aqui no astral movemos-nos muito mais rápido do que no físico e as noções de tempo e de espaço também são diferentes. Uma hora no astral pode corresponder a alguns poucos minutos no físico. Podemos ‘olhar’ em todas as direções quase simultaneamente e as nossas capacidades percetivas são bem maiores, conseguimos pressentir algo que esteja prestes a acontecer e alterar esse ‘futuro’. – responde o meteorito.

 

O Portal

– Aquele vórtice rodopiante é que é o portal? – pergunta o Pedro.


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– Miauu! – mia a Fifi, espantada pelo repentino aparecimento do ser etéreo, resplandecente e irradiante, em frente ao portal.

– É um anjo? – pergunta o Pedro ao asteroide.

– Sim, posso ser considerado um anjo, segundo o vosso ponto de vista. – responde o ser resplandecente, com uma aparência relativamente humana.

– Eu sou o guardião do portal. – afirma o ser.

– Saudações venerável guardião, estamos aqui numa missão, podemos atravessar o portal? – pergunta o meteorito.

– Qual é a vossa missão, porque pretendeis ir para a dimensão mental? – pergunta o guardião.

– O meu planeta sofreu um grave acidente, um asteroide embateu nele, vários fragmentos foram lançados no espaço, eu fui parar ao planeta Terra, onde estes amigos me encontraram.
Recebi uma mensagem telepática pedindo que nos encontrássemos com um dirigente do meu planeta no plano mental, para ele nos transmitir toda a informação necessária para encontrarmos um artefacto, deixado na Terra há milénios, que irá ajudar na reconstrução do nosso planeta. – responde o meteorito.

– Certo, é uma boa razão, mas tenho que vos avisar que o plano, ou dimensão, mental é bastante diferente da astral. Aí tudo vibra muito mais rápido, a deslocação dum ‘local’ para outro é quase instantânea, nesse mundo do pensamento as ideias, as memórias, e principalmente as crenças, são quase sólidas e podem ser observadas, os pensamentos formam correntes luminosas, coloridas e sonoras, todo o tipo de ‘formas’, desde as mais abstratas, às mais estruturadas podem ser criadas, e desfeitas, pela imaginação. Aí a geometria, a matemática e as ciências são exatas. Encontrar e compreender a eterna verdade existente na dimensão concetual é o principal objetivo da filosofia e dos elevados seres que habitam a dimensão mental.


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O mundo mental é vertiginoso para os que pela primeira vez o adentram. No astral a mente funciona de modo quase semelhante ao modo como funciona no físico, embora com maior rapidez e capacidade de perceção, mas o seu funcionamento no mental é bem diferente, no mental a mente é independente do cérebro, por isso é muito mais versátil e poderosa, os seres que vivem no mental têm que ter grande discernimento e muita disciplina para que as suas ações (pensamentos) estejam em harmonia com a ordem cósmica, pois que o que é executado na dimensão mental afeta a astral e a física.

Só os seres mais evoluídos é que têm autorização para visitar, ou viver, nas sub-dimensões superiores do mental, que são mais abstratas e sintéticas, mas é aí que são adaptados os arquétipos provenientes do absoluto e concebidos os sub-arquétipos mentais que contêm a programação para a involução-evolução dos diversos seres. O mental também tem 7 sub-dimensões.

Estais devidamente preparados para atravessar o portal?
Conseguis enfrentar as críticas que vos fazem sem responder automática e reativamente, defendendo-vos egocentricamente?
Conseguis manter-vos calmos em qualquer situação?
Conseguis discernir o verdadeiro do falso?
Tendes a necessária coragem para entrar nesse mundo desconhecido?
– inquere o guardião.

– Sim! – respondem todos.

– Mas para poderem passar o Pedro tem de responder corretamente à seguinte pergunta:
Quem és tu, realmente? – questiona o guardião.


E tu, quem és tu realmente? – pergunto-te eu.
Consegues responder corretamente?

Estás pronto para atravessar o portal?


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